29 junho 2007

CHEIRINHO DE FÉRIAS


Ultimamente tenho andado realmente cansada. Cansaço físico e mental e muita impaciência, à mistura! Tenho aguardado as férias com ansiedade para poder fugir um bocadito à rotina. E eis que chega uma semaninha de férias, o que é pouco mas dá para relaxar e não pensar no trabalho e nem nas rotinas do dia-a-dia.


Já tenho algumas coisas planeadas mas, uma semana também não dá para tanta coisa assim! Tenho que reservar tempo para visitar uma amiga que vai hoje receber a sua sementinha, para passar a ferro uma montanha de roupa que me aguarda desde o fim de semana passado, para namorar muito e mimar o meu amor que anda ainda mais exausto do que eu e, acima de tudo, tenho que reservar tempo para descansar e dormir muito! E se o tempo o permitir, espero ir apanhar um bocadinho de sol, à praia.



As férias a sério, só a para o fim de Julho. Temos férias, os dois e estamos a pensar ir uns dias até à costa alentejana. Só mesmo uns dias porque este ano não dá para mais!

Curiosamente agora que temos planos definidos e uma linha de acção traçada, para um futuro próximo, tenho-me sentido muito ansiosa. É um contra-senso mas a minha cabeça não funciona da maneira mais lógica. Espero que estes dias mais calmos ajudem a aliviar o stress e a acalmar os nervos!

Deixo um beijinho grande e votos de bom fim-de-semana.

Lita


21 junho 2007

Planos para o futuro

Ontem foi dia de consulta, a primeira depois do negativo de Março. Como sempre, a espera para a consulta, para mim funciona para acumular uma pilha de nervos e de ansiedade que me deixam as pernas bambas. Posso até, ir muito calma mas, assim que entro na recepção começam os tremeliques.
A consulta de ontem correu bem. Programaram-me mais análises e o terceiro ciclo para a ICSI a iniciar em Outubro. Desta vez, vou fazer um protocolo curto, já que a resposta à medicação nos outros dois, não foi grande coisa.
Ainda tive a oportunidade de acalmar os meus receios quanto ao número de ciclos que nos permitiriam fazer lá. Se o ciclo programado agora não resultar, sei que não me vão fechar as portas, e isso deixa-me mais tranquila!
Ter planos e objectivos delineados para o futuro é importante para mim, deixa-me a sensação de estar activamente a fazer alguma coisa para chegar ao filho que desejo!
São as novidades que tenho para hoje!
Um beijinho grande
Lita

18 junho 2007

Mulher de pouca fé!


A fé é um tema que não costumo abordar com muita frequência mas, como este espaço serve para abrir o coração e para expor o que me vai na alma, hoje o assunto é a fé!

Tive uma educação dentro dos padrões normais para o meio onde cresci. Fui baptizada um mês depois de nascer, frequentei a catequese e fiz a primeira comunhão e a comunhão solene. Tive dos meus pais e dos adultos que me rodearam na infância, uma influência clara no que diz respeito à religião católica. Ensinaram-me o que todas as crianças sabem sobre Jesus, sobre o seu nascimento, sobre os seus pais, os seus ensinamentos e sobre o respeito e o temor que devemos ter a Deus. Ensinaram-me tudo isto, tal como aos meus irmãos, e desde que me lembro de ter capacidade de pensar e de aprender que absorvi todos estes ensinamentos. Mesmo depois de adulta, com capacidade e discernimento para decidir e optar na minha vida, casei na igreja e como tal prometi no altar, diante da N.ª Senhora de La Salette, diante do padre, dos padrinhos e de mais de uma centena de familiares e amigos, viver com o meu marido e criar os nossos filhos de acordo com os ensinamentos que nos foram incutidos desde a nossa infância.

Foram cerca de 27 a 28 anos a considerar estes ensinamentos como verdades absolutas na minha vida mas, de há dois anos para cá, essas verdades deixaram de ser absolutas e passaram a ser questionáveis e neste momento, sinto que a minha fé está seriamente ferida! Nos últimos anos tenho-me deparado com situações pessoais e outras não tão pessoais mas, com pessoas próximas que me fizeram questionar muitas certezas e convicções religiosas que sempre me acompanharam.

Sei que com fé, os problemas que enfrentamos na vida se tornam mais fáceis de enfrentar. A fé é um apoio, um pilar para muitas pessoas. “Aconteceu assim porque Deus quis” ou “Deus quis assim e temos que aceitar” ou ainda “… se Deus quiser” são verbalizações comuns por parte dos que são crentes. Existem questões na minha vida e ao redor de mim que me tornam incapaz de aplicar quaisquer destas expressões. Não posso compreender e tão pouco aceitar que seja vontade de Deus que uma mulher sofra com o sofrimento da filha de 5 anos que acaba por morrer com um cancro na cabeça e que, quinze anos depois sofra com o sofrimento do marido que morre também com um cancro na cabeça, sem que o tipo de tumor da filha e do pai tenham qualquer relação genética. Qual é a probabilidade de uma tragédia como esta, acontecer a dois membros da mesma família e como é que é possível que esta mulher ainda se consiga agarrar à fé para tentar vencer o desgosto? Que Deus rouba a filha e o marido a esta mulher e ao mesmo tempo lhe consegue dar conforto?

Eu felizmente, nunca perdi ninguém da família num acontecimento semelhante e os meus problemas são tão pequenos, comparados com um sofrimento atroz como este! Mas, no meu pequeno drama, na nossa incapacidade de gerar um filho, tenho sofrido muitos abalos na minha capacidade de acreditar.

Sempre vivi de acordo com as leis da religião que professo desde a minha infância, sempre me socorri dessas leis para me relacionar com os outros e coloquei-as em prática no relacionamento com o próximo, porque é que Deus nos seus desígnios insondáveis, decidiu que eu/nós teríamos que passar por tudo isto, para aspirar a um dia, “se for vontade Dele”, sermos pais?

Questiono-me muitas vezes se todos estes sentimentos significam uma perda da fé ou, se pelo contrário, continuo simplesmente zangada com Ele, por tudo o que me faz sofrer! Será que é falta de fé ou é falta de humildade?

Espero que o tempo e a vida me tragam a resposta.
Um beijinho grande.
Lita

05 junho 2007

INSPIRAÇÃO PARA AS FÉRIAS




Um cheirinho de praia, para matar saudades do Verão que está quase, quase a chegar!

O S. Pedro foi simpático e compadeceu-se destes pobres mortais, que já estavam fartinhos dos dias cinzentos. Mandou-nos uns dias fantásticos de sol e calor!

Fica a imagem para nos inspirar...

Para quem está de férias, boas férias e aproveitem muito. Para quem, como eu, ainda tem muito que trabalhar até às férias, fica a imagem para regalar os olhos e sonhar com dias quentes cheios de dolce far niente!


Beijinhos grandes.